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Vacinas do bebê: calendário de vacinação mês a mês

As vacinas do bebê são muito importantes para a prevenção de doenças e na promoção da saúde. Em especial, dos recém-nascidos que ainda apresentam o seu sistema de defesa em pleno desenvolvimento.

Citaremos, a seguir, quais vacinas o seu bebê deve receber do nascimento aos 4 anos de idade. Além de indicar quais são disponibilizadas pelo governo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e quais são encontradas apenas em clínicas privadas.

vacinas do bebe

Nascimento

  1. BCG
  2. Hepatite B

2 meses

  1. Pentavalente
  2. Paralisia Infantil (VIP)
  3. Pneumo 10- valente
  4. Rotavírus Monovalente

Clínicas Privadas: Hexavalente ou Pentavalente Acelular, Pneumo 13-Valente e Rotavírus Pentavalente.

3 meses

  1. Meningo C

Clínicas Privadas: Meningo B e Meningo ACWY

4 meses

  1. Pentavalente
  2. Paralisia Infantil (VIP)
  3. Pneumo 10- valente
  4. Rotavírus Monovalente

Clínicas Privadas: Hexavalente ou Pentavalente Acelular, Pneumo 13-Valente e Rotavírus Pentavalente.

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5 meses

  1. Meningo C

Clínicas Privadas: Meningo B e Meningo ACWY.

6 meses

  1. Pentavalente
  2. Paralisia Infantil (VIP)

Clínicas Privadas: Hexavalente ou Pentavalente Acelular, Pneumo 13-Valente e Rotavírus Pentavalente.

9 meses

  1. Febre Amarela

1 ano

  1. Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola)
  2. Meningo C
  3. Pneumo 10-valente

Clínicas Privadas: Meningo B, Meningo ACWY e Pneumo 13-valente

1 ano e 3 meses

  1. Tetra Viral (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Catapora)
  2. Paralisia Infantil Oral (VOP)
  3. Hepatite A
  4. DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche)

Clínicas Privadas: DTP acelular, Hib (Hemófilos Influenzae Tipo B) ou Pentavalente Acelular ou Hexavalente.

4 anos

  1. DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche) ou Pentavalente
  2. Paralisia Infantil Oral (VOP)
  3. Catapora
  4. Febre Amarela

Clínicas Privadas:  Meningo ACWY

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Um pouco mais sobre o calendário de vacinas do bebê e da criança

Agora que você já sabe quais as vacinas o seu filho deve receber, falaremos um pouco mais sobre cada uma delas.

BCG (Intradérmica)

A BCG é uma vacina aplicada antes do bebê sair da maternidade, e previne formas graves de tuberculose.

Por não ser aplicada no músculo, não gera dor, vermelhidão ou febre. A cicatrização deve ocorrer entre 3 a 6 meses.

Atualmente, NÃO se recomenda nova dose mesmo que não deixe marca, salvo os casos em que não haja comprovação na Carteira de Vacinação.

A única contraindicação seria peso inferior a dois quilos.

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Hepatite B (intramuscular)

Vacina que deve ser aplicada nas primeiras 12 horas de vida.

Previne a infecção pelo HVB, vírus que causa a hepatite, transmitido pelo sangue e/ou contato sexual, e que pode gerar grave lesão no fígado e causar até câncer.

Não costuma ocasionar reações adversas graves após a sua aplicação.

Em crianças prematuras, recomendam-se quatro doses, e nas crianças nascidas a termo, apenas três.

Pentavalente (intramuscular)

Como o nome sugere, previne contra cinco tipo de doenças, portanto contém cinco vacinas na mesma picadinha, e costuma causar grande apreensão nas mães devido aos seus efeitos adversos.

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Ela contém:

  1. Hepatite B (reforço)
  2. Hemófilos Influenzae Tipo B – vacina que previne contra esta bactéria que pode causar pneumonias, otites, sinusites e meningites.
  3. DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche) – vacina que previne a difteria, o tétano e a coqueluche ou tosse comprida.

Ela pode dar reações como dor local, febre, vermelhidão e formação de um nódulo por cerca de 48h após a aplicação. 

Não se recomenda o uso de anti-térmicos antes desta vacina. Já existem estudos que comprovam a redução da eficácia da vacina caso isso seja feito.

Paralisia infantil (VIP ou VOP , intramuscular e oral)

Atualmente, as três doses iniciais de vacina contra a Paralisia Infantil são inativadas e aplicadas por via intramuscular (injeção).

Apenas após 1 ano de idade, é que são realizadas as doses por boca, aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A famosa vacina do Zé Gotinha.

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Ambas, não costumam ocasionar reações importantes.

Hexavalente ou Pentavalente acelular (intramuscular)

Ambas são encontradas apenas em clínicas particulares e podem substituir a Pentavalente das Unidades Básicas de Saúde.

A Hexavalente contém: DTPa (acelular)+ Hib (Hemófilos tipo B)+ Hepatite B+ Paralisia Infantil (VIP).

A sua vantagem em relação à Pentavalente tradicional é o componente acelular da vacina de Coqueluche (DTPa), conferindo menos reações adversas a ela. Além disso, você pode poupar seu filho de uma picada já que ela tem a associação da vacina de Paralisia Infantil (VIP).

Por outro lado, a Pentavalente Acelular contém: DTPa+ Hib+ VIP.

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Ou seja, diferentemente da Pentavalente das Unidades de Saúde, NÃO CONTÉM a vacina de Hepatite B, sendo uma boa opção como dose de reforço aos 4 meses de idade. Apresenta os mesmos benefícios da vacina Hexavalente.

Pneumocócica 10 e 13-valente (intramuscular)

A vacina aplicada nas Unidades Básicas de Saúde, contém proteção contra 10 tipos de Pneumococos, bactérias que podem causar pneumonias, otites e meningites; enquanto a vacina particular contém proteção mais ampla.

O esquema básico contempla as vacinas aos 2 aos 4 meses e o reforço com 1 ano de idade.

Ao contrário, nas Clínicas Privadas é aplicada uma dose extra aos 6 meses.

Entretanto, crianças que já tiveram o esquema completo com a Pneumo 10-valente, podem se beneficiar de uma dose extra de Pneumo-13 valente até os cinco anos de idade.

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Rotavírus (oral)

Vacina monovalente, ou seja, protege contra um tipo apenas de vírus, e aplicada aos 2 e 4 meses, pelo Programa Nacional de Imunizações; já em âmbito privado, ela é pentavalente e aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, por boca.

Ela protege contra casos graves de gastroenterocolites, prevenindo vômitos, diarreias e hospitalizações por desidratação.

Pode ocasionar sintomas como náuseas, vômitos, mas principalmente diarreia leve com presença de raias de sangue, cerca de 3 a 4 semanas após a sua aplicação.

Meningocóccicas C, B E ACWY (intramuscular)

A vacina aplicada pelo esquema básico é a Meningo C aos 3 e 5 meses, com reforço ao 1 ano de idade.

Já em âmbito particular é possível realizar a Meningo B e ACWY aos 3, 5 meses e reforço entre 12 e 15 meses de vida.

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A vacina contra o meningococo protege contra as meningites e as meningococcemias, que são infecções na corrente sanguínea ocasionadas pela bactéria.

O seu início no Programa Nacional de Imunizações se deu em 2010, com queda vertiginosa dos casos de meningites causadas pelo meningoco do Tipo C, ainda principal causador da doença no Brasil.

No entanto, observa-se um incremento importante do tipo B, em especial nos últimos anos, e do tipo W-135.

A vacina pública não costuma ocasionar reações importantes, bem como a vacina ACWY. Já a vacina contra o meningococo do Tipo B costumar gerar dor e febre nas primeiras 48 horas após a sua aplicação. 

O uso de anti-térmicos antes da realização dessa vacina está liberado e inclusive é recomendado.

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Febre amarela (intramuscular ou subcutânea)

Recomendada uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos de idade.

Vacina pouco reatogênica, sendo sua única contraindicação a aplicação em pessoas que tenham alergia GRAVE ao ovo.

Sarampo, caxumba e rubéola- SCR (subcutânea)

Aplicada aos 12 meses (Tríplice Viral) e reforço aos 15 meses, associada à Catapora (Varicela).

Os efeitos adversos são pouco comuns e, quando presentes, costumam se manifestar após o quinto dia da aplicação até o décimo segundo dia, sendo a dor, a febre, a redução do apetite e a irritabilidade seus principais sintomas.

Catapora (subcutânea)

Pode ser aplicada conjuntamente com a vacina de Sarampo, Caxumba e Rubéola ou separadamente.

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Quando feita de forma isolada, causa menos reações adversas.

Atualmente, as crianças recebem uma dose aos 15 meses e um reforço aos 4 anos.

Em âmbito particular, uma nova dose de reforço é possível 3 meses após a primeira dose da vacina.

Hepatite A (intramuscular)

Vacina que previne a infecção pelo vírus da Hepatite A.

Diferentemente do vírus da Hepatite B, ela é disseminada por via oral-fecal, ou seja, por água e alimentos contaminados.

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Na grande maioria dos casos, provoca vômitos e diarreia, além de sintomas leves. No entanto, pode evoluir para a forma grave e fulminante.

O esquema básico prevê uma dose aos 15 meses.

Uma nova dose de reforço é preconizada 6 meses após a primeira dose da vacina – apenas em clínicas particulares, até o momento.

Campanha de vacinação

Além do calendário básico citado acima, o governo realiza anualmente as campanhas de vacinação de:

Sarampo

Dose única da vacina para crianças entre 6 meses e 1 ano de idade.

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Vacina não contabilizada no calendário, ou seja, a criança deve receber a mesma vacina aos 12 meses e 15 meses para estar protegida contra o vírus.

Pólio (VOP)

A famosa vacina do Zé Gotinha. Uma dose por ano, dos 12 meses aos 5 anos de idade.

Gripe

Vacina liberada a partir dos 6 meses. O Programa Nacional de Imunizações realiza a vacinação nos meses de inverno para crianças dos 6 meses aos cinco anos de idade, estendendo-a para casos selecionados.

A vacina pública é Trípliceviral, enquanto a particular é Tetraviral, protegendo contra dois tipos de Influenza do Tipo A e do Tipo B.

Na primeira vez que a criança recebe a vacina, recomenda-se duas doses com intervalos de um mês entre elas. Posteriormente, faz-se necessária apenas uma dose anual.

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Por se tratar de vacina inativada, não gera sintomas gripais associados à doença.

Fontes consultadas:
[1] Sociedade Brasileira de Pediatria
[2] Sociedade Brasileira de Imunizações
[3] Ministério da Saúde

Pediatra e Neonatologista - CRM/SP 158.124 | Site | + artigos

Médico formado pela Santa Casa de São Paulo desde 2012, inscrito o CRM/SP 158.124.
Residência e título em pediatria pela Santa Casa de São Paulo - RQE 82608.
Residência e título em neonatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - RQE 826081.
Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.


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