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Vacina pneumocócica 10-valente: cuidados e quando tomar

Revisão clínica: Dr. Vinícius Gonçalves

Revisado:

Para que serve a vacina pneumocócica 10 valente? 

A vacina pneumocócica 10 previne contra infecção causada por Streptococcus pnemoniae, bactéria responsável por pneumonia, septicemia e meningite em crianças de todo o mundo, além de portadores de doenças crônicas ou pessoas imunodeficientes.

A transmissão das bactérias acontece por gotículas de saliva, através de tosse ou espirro, e pelo contato com uma pessoa infectada. Vale destacar que mesmo quem não apresenta sintomas pode transmitir a doença, o que reforça a importância de medidas de prevenção e da vacinação em massa.

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O que a infecção pela bactéria pode causar?

A classe de bactérias pneumococo é capaz de causar uma série de doenças, como pneumonia, infecção de via aérea superior, otite média e até mesmo meningite.

No Brasil, por exemplo, a meningite pneumocócica é a segunda causa mais comum de meningite bacteriana 4, principalmente em bebês menores de 1 ano. 

Quando tomar a vacina pneumo 10?

O esquema básico de vacinação da pneumocócica 10-valente conta com três doses da vacina, aplicadas no bebê aos 2 e 4 meses, além de um reforço com 1 ano de idade.

Caso a criança tenha feito o esquema completo com a 10-valente, ela pode se  beneficiar de uma dose extra da 13-valente até os cinco anos de idade para reforçar a imunidade.

Onde tomar a vacina pneumocócica 10?

A vacina pneumocócica conjugada 10-valente (PCV10) faz parte do calendário de vacinação da criança, do Programa Nacional de Imunização (PNI/MS), desde 2010. 

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Isso significa que o imunizante é aplicado nas Unidades Básicas de Saúde e contém proteção contra 10 tipos de Pneumococos. Já a vacina particular possui uma proteção mais ampla, que contempla 13 subtipos de pneumococos.

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Qual a reação da vacina pneumocócica?

A vacina pneumo 10 costuma provocar reações leves, como vermelhidão na pele, edema ou dor no local da aplicação que dura entre 24 a 48 horas.

Raramente, o imunizante pode gerar febre, geralmente baixa, fadiga, dor de cabeça e reações locais mais importantes, mas isso ocorre em menos de 1% dos casos.

Já na revacinação, é mais provável observar efeitos colaterais. Contudo, por se tratar de uma vacina que gera pouca reação, pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, em locais separados.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

Antes de marcar a data da vacina, existe uma recomendação que vale para praticamente todos os imunizantes: se possível, adiar a “picadinha” caso a criança esteja com febre, alguma doença aguda ou em recaída de uma doença crônica. Nestes casos, o ideal é esperar até que esteja recuperada.

Já em relação aos cuidados depois da vacina, é possível apostar em compressas frias para aliviar a dor no local da aplicação. Contudo, recomenda-se evitar o uso profilático de antitérmicos e anti-inflamatórios antes e nas 24 horas depois da vacinação (caso a criança não esteja com febre).

Ademais, é importante avisar o pediatra da criança sobre qualquer sintoma grave ou inesperado depois da vacinação. 

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Deve-se retardar a imunização, se possível, em casos de febre, doença aguda e recaída de doença crônica, até sua recuperação.

1. Rosa G, Moretti F, Pereira J, Sakae T, Maurici Da Silva R. Anti-Pneumococcal Vaccine: Description, Classic Indications and Indirect Effect. http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopterj_redesign_2017/_revista/2007/n_02-04/08.pdf

2. Grando IM, Moraes C de, Flannery B, et al. Impact of 10-valent pneumococcal conjugate vaccine on pneumococcal meningitis in children up to two years of age in Brazil. Cadernos de Saúde Pública. 2015;31(2):276-284. doi:10.1590/0102-311×00169913

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