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Vacina contra paralisia infantil: como funciona e quando tomar

Revisão clínica: Dr. Vinícius Gonçalves

Revisado:

O que é a vacina contra a paralisia infantil?

A vacina contra a paralisia infantil (também conhecida como poliomielite) previne contra a doença causada pelo poliovírus e que geralmente atinge crianças menores de 4 anos, apesar de também ser encontrada em adultos.

Os principais sintomas da paralisia infantil são febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e até meningite. Além disso, a infecção viral pode vir acompanhada de infecções secundárias, como pneumonias, e apenas 1% dos infectados desenvolvem paralisia em algum membro.

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Em relação à transmissão da doença, ela acontece por duas vias principais: a fecal-oral (por meio da ingestão de resquícios de fezes contaminadas e presentes em mãos, objetos ou alimentos) e através de gotículas de saliva, disseminadas pela tosse, espirro, beijo, etc.

Quando a vacina da paralisia infantil foi criada?

A vacina da paralisia infantil foi criada em 1953 pelo pesquisador Jonas Salk. Neste período, ele administrou a vacina inativada (IPV) de maneira experimental em mais de 5300 indivíduos, mas só depois começaram estudos clínicos em larga escala.

No Brasil, por exemplo, este imunizante foi utilizado inicialmente apenas de maneira discreta. Por outro lado, a vacina oral (OPV) foi amplamente usada a partir de 1961, já que era mais barata e favorecia a imunização secundária. 

Mais adiante, em 1988, a Assembleia Mundial de Saúde lançou a Iniciativa Global para Erradicação da Pólio. Consequentemente, a incidência global da doença diminuiu em mais de 99%, bem como o número de países endêmicos para a poliomielite, o que exemplifica a importância da vacinação em larga escala.

Quando a criança deve receber a vacina

A vacina para paralisia infantil entra no calendário de vacinas do bebê a partir dos 2 meses até os 5 anos de idade

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Com o intuito de estabelecer uma nova etapa de prevenção da doença, recentemente houve alteração no esquema da terceira dose do imunizante. 

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Isto é, substitui-se a vacina oral (VOP), feita pela boca e conhecida como a famosa “vacina do Zé Gotinha”, pela inativada (VIP), ou seja, aquela feita a partir de microorganismos mortos ou parte deles e aplicada por via intramuscular (injeção). 

Desta forma, agora a criança recebe três doses da vacina injetável (aos 2, 4 e 6 meses) e, em seguida, duas doses de reforço com a vacina oral, primeiro aos 15 meses e depois aos 4 anos de idade.  

Além disso, vale lembrar que a vacina contra a paralisia infantil pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas dos calendários de vacinação do Ministério da Saúde, sem que haja prejuízo no efeito da imunização ou maiores efeitos colaterais. 

A vacina da paralisia infantil dá reação?

Independentemente da dose tomada, a vacina da paralisia infantil não costuma ocasionar reações importantes na criança. 

Raramente, o imunizante pode provocar dor de cabeça, febre ou diarreia. Nestes casos, é indicado que a família converse com o médico da criança para verificar a necessidade de algum medicamento.

1. Bandyopadhyay AS, Garon J, Seib K, Orenstein WA. Polio vaccination: past, present and future. Future Microbiology. 2015;10(5):791-808. doi:10.2217/fmb.15.19

2. Alves B / O / OM. Poliomielite (paralisia infantil) | Biblioteca Virtual em Saúde MS. https://bvsms.saude.gov.br/poliomielite-paralisia-infantil/

3. Campos ALV de, Nascimento DR do, Maranhão E. A história da poliomielite no Brasil e seu controle por imunização. História, Ciências, Saúde-Manguinhos. 2003;10(suppl 2):573-600. doi:10.1590/s0104-59702003000500007

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