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Micose de pele: tipos, sintomas e tratamentos

Revisão clínica: Dr. Fernando Pereira

Revisado:

micose de pele é uma infecção causada por fungos, que geralmente ocasiona coceiradescamação da pele vermelhidão. Diferente do que muitos pensam, essa doença não aparece apenas entre os dedos dos pés.  

Vamos falar dos 7 tipos de micose de pele mais comuns, os quais podem ser transmitidos através de contato direto, itens de uso compartilhado ou em ambientes úmidos e quentes. 

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Para saber sobre outros tipos de lesões na pele, veja aqui: “Principais causas de alergia na pele” 

1. Micose de praia (pitiríase versicolor)

micose de praia, pano branco ou pitiríase versicolor

Conhecida popularmente por micose de praia ou pano branco, a pitiríase versicolor é uma micose de pele muito comum.

Os organismos causadores são fungos do gênero Malassezia, que se alimentam da gordura da pele (leveduras saprofíticas). 

Esses fungos fazem com que áreas da pele mudem de cor. Dessa maneira, surgem manchas mais claras, mais escuras ou manchas claras e escuras simultaneamente. Por isso o nome versicolor.

É comum que esse problema apareça mais no verão e em lugares com o clima úmido, por exemplo na praia.

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Um fato curioso é que muitas vezes a pessoa já está com a micose de pele ao chegar na praia, porém, como sua pele não está bronzeada, ela não percebe a micose. No entanto, ao tomar sol, a pele fica bronzeada e como resultado a micose passa a ficar evidente (a região da micose não muda de cor ao tomar sol). Logo, a pessoa pensa que se contaminou na praia.

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Diferente das demais, essa micose de pele não passa de uma pessoa para outra.

Geralmente aparece nas costas, tórax ou braços. Também pode acontecer no rosto ou em locais de maior umidade, como nas axilas. 

 Sintomas de micose de praia 

  • Manchas redondas ou ovais.
  • Variando do branco até o vermelho.
  • Descamação da pele. 
  • Pode sentir coceira leve.
  • Manchas que desaparecem após o verão. 

Tratamento

O tratamento da micose de praia é feito com o antifúngico tópico sulfeto de selênio 2,5% na forma de xampu, aplicado na área afetada durante 10 dias. Deve-se enxaguar o xampu 10 minutos após a aplicação.

A cor normal da pele se recupera alguns meses depois do fim do tratamento. 

2. Micose na virilha (Tinea cruris) 

micose na virilha ou Tinea cruris

Mais comum em homens do que mulheres, essa infecção, causada na maioria dos casos pelo fungo T. rubrum , aparece em pessoas que possuem quadros de obesidade, diabetes e imunodeficiência e sudorese em excesso. 

Sintomas de tinea cruris

  • Mancha avermelhada ou acastanhada na virilha, com aspecto de estar descascando. 
  • Coceira na virilha. 
  • Aparecimento de bolhas na extremidade da mancha. 
  • Nos homens, o escroto é normalmente poupado. 

Tratamento 

O tratamento pode ser feito com uma variedade de antifúngicos.  O clínico ou o dermatologista poderá prescrever: 

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  • Clotrimazol 1% creme, aplicado nas lesões duas vezes por dia. 
  • Ou Cetoconazol 2% creme, aplicado nos leões uma vez por dia. 

3. Frieira (pé-de-atleta) 

frieira ou pé-de-atleta

A frieira é o tipo mais comum de micose de pele. Ela também é conhecida como pé-de-atleta ou tinea pedis.

Afeta principalmente a sola e entre os dedos do pé.

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Os agentes comumente envolvidos são fungos do tipo Trichophyton rubrum, Trichophyton interdigitale e Epidermophyton floccosum.

A infecção geralmente é adquirida por contato direto com o fungo, ao andar descalço em vestiários ou piscinas, por exemplo.

Sintomas  

  • Bolhas de água.  
  • Coceira. 
  • Descamação (tornando branca ou pálida). 
  • Rachaduras na pele. 
  • Inchaço. 
  • Dor. 
  • Fissuras. 

Tratamento 

Para o tratamento, é receitado cremes e pomadas antifúngicas. Caso não apresente melhora, o médico receita comprimidos. Os cremes comumente prescritos são:

  • Clotrimazol 1% creme, aplicado nas lesões duas vezes por dia.
  • Ou Cetoconazol 2% creme, aplicado nos leões uma vez por dia.

4. Tinha do couro cabeludo (tinea capitis) 

tinha do couro cabeludo ou tinea capitis

Causada por diferentes fungos, a tinha do couro cabeludo é uma micose de pele que costuma ser mais diagnosticada em crianças e é facilmente transmitida de pessoa a pessoa.  

Sintomas 

  • Erupção cutânea escamosa e seca na cabeça, que pode coçar. 
  • Pontos de perda de cabelo. 
  • Descamação do couro cabeludo, que se parece com caspa. 
  • Sensação de queimação. 
  • Dor. 

Tratamento 

Aqui, o tratamento de primeira linha dessa micose de pele é feito com medicação por via oral, tanto para crianças como para adultos. Os antifúngicos orais indicados são a Griseofulvina oral e a Terbinafina oral

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5. Impingem (Tinea corporis) 

impingem ou tinea corporis

Impingem é uma infecção que ocorre em locais diferentes dos pés, virilha, rosto ou mãos. Ela é conhecida por causar uma erupção cutânea vermelha com uma pele mais clara no meio.   

Esse tipo de micose de pele pode ocorrer através do contato direto da pele com uma pessoa infectada ou animal, ou por conta de uma disseminação secundária de outros locais já infectados (como couro cabeludo, pés etc). O agente causador mais comum é o fungo T. rubrum

Sintomas  

  • Mancha redonda avermelhada. 
  • Coceira. 
  • Inchaço no local. 
  • Descamação da pele. 

Tratamento 

Para o tratamento, é receitado antifúngicos tópicos. Caso não apresente melhora, o médico pode receitar comprimidos.  

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  • Cetoconazol 2% creme, aplicado nos leões uma vez por dia, por 1 a 3 semanas, até desaparecer as lesões. 
  • Ou Clotrimazol 1% creme, aplicado nas lesões duas vezes por dia, por 1 a 3 semanas, até desaparecer as lesões. 

6. Micose de unha (onicomicose)

micose de unha ou onicomicose

Por mais que seja mais frequente em adultos, ela também pode ocorrer em crianças. A micose de unha apresenta os sinais de descoloração das unhas (pode ser apresentada em uma cor amarelada) e também a deixa deformada e grossa. Costuma ser mais frequente na região dos pés. 

Sintomas  

  • Dor. 
  • Transmissão da micose para outros locais do corpo. 
  • Região ao redor do dedo inflamada, avermelhada, inchada e dolorida. 
  • Descolamento da unha. 

Tratamento 

A micose de unha pode ser tratada com antifúngicos em forma de comprimidos ou pomada, esmalte específico aplicado diretamente na região, ou antifúngicos em spray. Em situações mais graves e que não responde ao tratamento convencional, pode ser necessário cirurgia na unha comprometida. 

7. Intertrigo 

intertrigo

O intertrigo ou dermatite intertriginosa é uma condição inflamatória comum das dobras da pele. A inflamação inicia quando a pele fica esfregando uma na outra em regiões onde há umidade e calor. Logo em seguida, o fungo Candida se aproveita da barreira aberta na pele e se instala no local, agravando a infecção.   

Sintomas 

  • Vermelhidão. 
  • Mau cheiro. 
  • Coceira. 
  • Descamação.  

A maioria dos casos ocorrem nas dobras profundas da virilha, mas também pode aparecer na axila, embaixo das mamas e umbigo. Em bebês é comum aparecer nas dobras do pescoço. 

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Tratamento 

O tratamento dessa micose de pele deve ser feito eliminando os fatores de risco, que contribuem para a infecção, e aplicando pomadas antifúngicas para aliviar os sintomas mais rápido. Sendo assim, é recomendado:

  • Realizar a limpeza diária da pele, seguido de boa secagem com pano limpo. 
  • Deixar a área afetada tomar ar. 
  • Perder peso para pacientes obesos. 
  • Tratamento adequado do diabetes mellitus

Pomada antifúngica: 

  • Clotrimazol ou miconazol  3 a 4 vezes por dia durante 7 a 14 dias.

1. UpToDate. www.uptodate.com. Accessed March 14, 2022. https://www.uptodate.com/contents/dermatophyte-tinea-infections?search=Tinea%20cruris&source=search_result&selectedTitle=1~58&usage_type=default&display_rank=1
2. Seebacher C, Bouchara J-P, Mignon B. Updates on the Epidemiology of Dermatophyte Infections. Mycopathologia. 2008;166(5):335-352. doi:10.1007/s11046-008-9100-9
3. Clancy CJ, Nguyen MH. Diagnosing Invasive Candidiasis. Kraft CS, ed. Journal of Clinical Microbiology. 2018;56(5):e01909-17. doi:10.1128/jcm.01909-17
4. Havlickova B, Czaika VA, Friedrich M. Epidemiological trends in skin mycoses worldwide. Mycoses. 2008;51:2-15. doi:10.1111/j.1439-0507.2008.01606.x
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