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Você sofre de lombalgia? Saiba como evitar e tratamentos indicados

Embora seja uma condição muito comum, não são todas as pessoas que sabem distinguir a lombalgia de outros tipos de dores nas costas. Aliás, a grande maioria nem sequer sabe que existe diferença entre esses problemas e, por isso, não adota as medidas necessárias para preveni-los.

Para começar, é importante entender que a lombalgia não é uma doença, mas, ainda assim, ela engloba uma série de sintomas que podem prejudicar permanentemente a qualidade de vida do paciente.

A principal diferença entre esse problema e outros tipos de dores nas costas é que ele afeta especificamente a região lombar, ou seja, a região mais baixa da coluna. Além disso, outra característica bastante comum da lombalgia é que a dor pode se estender para as nádegas e também para as pernas.

Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, a dor na lombar é uma das principais queixas nas consultas médicas gerais, perdendo somente para o resfriado comum.

Já um outro estudo realizado pela revista científica The Lancet aponta que a lombalgia é o principal fator incapacitante em todo o mundo. Em 2018, quando a pesquisa foi divulgada, o número de pessoas afetadas pelo incômodo era de 540 milhões.

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E se você pensa que esse é um problema que atinge somente as pessoas com mais idade, engana-se. A lombalgia pode afetar até mesmo jovens e crianças, por isso, é importante saber como evitá-la.

lombalgia

O que pode causar lombalgia?

A coluna é formada por um grande número de estruturas: ligamentos, tendões, músculos, ossos, articulações e disco intervertebral. Isso significa que há inúmeras razões para o aparecimento da dor. Mas uma coisa é fato: no caso da lombalgia, os grandes vilões costumam ser os hábitos incorretos do dia a dia.

Esforços repetitivos, “mau uso” das estruturas da coluna, levantamento de peso em excesso, falta de condicionamento físico ou de ergonomia no ambiente de trabalho, pequenos traumas, sobrepeso e erros posturais costumam ser algumas das principais causas da dor lombar.

Além disso, outros fatores, como doenças inflamatórias, infecções, hérnia de disco e a osteoartrose, também podem contribuir para o aparecimento da lombalgia. Nesses casos, evitar o problema se torna mais difícil, no entanto o devido acompanhamento médico pode ajudar aliviar os sintomas, melhorando a qualidade de vida e o conforto do paciente.

Quais os tipos de lombalgia?

Existem dois tipos de lombalgia: a aguda e a crônica. A lombalgia aguda é o famoso “mau jeito”, ou seja, é uma dor intensa que aparece de forma súbita, normalmente depois de realizar um esforço físico.

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Segundo a Sociedade Nacional de Medicina do Trabalho, entre 65% e 90% da população mundial apresenta a lombalgia aguda em algum momento da sua vida. Porém, esse dado não é motivo de preocupação, já que a grande maioria dos casos se recupera por completo em poucas semanas e de forma espontânea.

Há, por outro lado, uma pequena parcela dessa população que desenvolve a lombalgia crônica. Nesse caso, a dor não é tão aguda, no entanto é permanente. Por isso, para aliviar os sintomas, o acompanhamento médico é indispensável.

Outros sintomas da lombalgia

Como já dissemos, a principal característica da lombalgia é a dor na região mais baixa da coluna, que pode se irradiar para as coxas e glúteos. Porém, existem outros sintomas que são bastante comuns, como:

  • contrações musculares;
  • limitação de movimento dos quadris e da pelve;
  • incômodo para caminhar;
  • sensação de estar com as costas travadas;
  • rigidez matinal.

Além de serem bastante desconfortáveis, os sintomas da lombalgia podem afetar a qualidade de vida e a realização de algumas atividades específicas. Não é por acaso que a dor lombar é apontada pelo Ministério da Saúde como a maior causa de afastamento do trabalho. Ao todo, são cerca de 100 mil casos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

É importante ressaltar que, no caso da lombalgia aguda, esses sintomas duram poucos dias ou semanas, enquanto no caso da lombalgia crônica, eles são permanentes e, por isso, mais preocupantes.

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Por apresentar tantas limitações ao paciente, esse problema pode ter impactos sociais, pessoais, ocupacionais e até mesmo econômicos – contribuindo, ainda, para o aparecimento da ansiedade, insônia e depressão.

O autocuidado é a melhor forma de prevenir

Como você já percebeu, os grandes causadores da lombalgia são os hábitos errados realizados no dia a dia. Isso significa que se você prestar atenção em si e desenvolver o autocuidado, as chances de evitar as temidas dores na lombar são bem grandes.

Se alimentar bem e realizar exercícios físicos regularmente são as melhores formas de evitar o sobrepeso e, portanto, a lombalgia. Porém, se for fazer academia, é importante estar atento às orientações do instrutor, pois realizar movimentos de forma errada ou levantar peso em excesso pode ter efeito contrário, ou seja, pode contribuir para o aparecimento da dor.  

Para quem passa muitas horas estudando ou trabalhando sentado, a dica é ficar atento à ergonomia e à postura. O recomendado é manter a coluna reta e totalmente apoiada no encosto do assento. Outra dica é levantar-se a cada 50 minutos para se alongar e aliviar a pressão mecânica dos discos intervertebrais.

Também é recomendado:

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  • não utilizar colchões muito moles nem muito duros;
  • não dormir de bruços;
  • evitar saltos muito altos no dia a dia;
  • carregar mochilas pesadas com as alças apoiadas nos dois ombros;
  • tomar cuidado ao carregar peso e evitar a sobrecarga;
  • ao se abaixar, dobrar os joelhos e não a coluna;
  • adotar uma boa postura em qualquer situação;
  • realizar atividades físicas somente com a orientação de um profissional.

Tratamentos indicados

De forma geral, os casos de lombalgia aguda melhoram sozinhos com o passar do tempo. Ainda assim, é possível recorrer a alguns tipos de tratamentos a fim de aliviar a dor, melhorar a habilidade funcional e, principalmente, evitar que o problema se torne recorrente e crônico. Para isso, é recomendado fazer o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos e corticoides.

O repouso também é muito importante para a recuperação. Além disso, a fisioterapia, acupuntura, massagem terapêutica, RPG e quiropraxia são ótimas alternativas de tratamento, desde que sejam autorizadas por um médico.

A realização de cirurgias não é tão comum, porém, pode ser indicada para casos de lombalgia que não apresentam melhoras com as demais opções de tratamento e principalmente para pacientes que têm as habilidades funcionais comprometidas.


Referências:
[1] Non-specific low back pain – The Lancet
[2] Lombalgia – Ministério da Saúde

Ortopedista - CRM/SP 146.874 | Site | + artigos

Médico formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora - MG, inscrito no CRM/SP 146.874. Fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Ipiranga - SP (RQE 51757), é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (TEOT 13625). Fellowship em Cirurgia de Ombro e Cotovelo pela Faculdade de Medicina do ABC - SP, também é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo.


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