Lombalgia: como evitar e tratamentos indicados

Revisão clínica: Dr. Mauro Choi

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Embora seja uma condição muito comum, não são todas as pessoas que sabem distinguir a lombalgia de outros tipos de dores nas costas. Aliás, a grande maioria nem sequer sabe que existe diferença entre esses problemas e, por isso, não adota as medidas necessárias para preveni-los.

Para começar, é importante entender que a lombalgia não é uma doença, mas, ainda assim, ela engloba uma série de sintomas que podem prejudicar permanentemente a qualidade de vida do paciente.

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A principal diferença entre esse problema e outros tipos de dores nas costas é que ele afeta especificamente a região lombar, ou seja, a região mais baixa da coluna. Além disso, outra característica bastante comum da lombalgia é que a dor pode se estender para as nádegas e também para as pernas.

Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, a dor na lombar é uma das principais queixas nas consultas médicas gerais, perdendo somente para o resfriado comum.

Já um outro estudo realizado pela revista científica The Lancet aponta que a lombalgia é o principal fator incapacitante em todo o mundo. Em 2018, quando a pesquisa foi divulgada, o número de pessoas afetadas pelo incômodo era de 540 milhões.

E se você pensa que esse é um problema que atinge somente as pessoas com mais idade, engana-se. A lombalgia pode afetar até mesmo jovens e crianças, por isso, é importante saber como evitá-la.

O que pode causar lombalgia?

A coluna é formada por um grande número de estruturas: ligamentos, tendões, músculos, ossos, articulações e disco intervertebral. Isso significa que há inúmeras razões para o aparecimento da dor. Mas uma coisa é fato: no caso da lombalgia, os grandes vilões costumam ser os hábitos incorretos do dia a dia.

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Esforços repetitivos, “mau uso” das estruturas da coluna, levantamento de peso em excesso, falta de condicionamento físico ou de ergonomia no ambiente de trabalho, pequenos traumas, sobrepeso e erros posturais costumam ser algumas das principais causas da dor lombar.

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Além disso, outros fatores, como doenças inflamatórias, infecções, hérnia de disco e a osteoartrose, também podem contribuir para o aparecimento da lombalgia. Nesses casos, evitar o problema se torna mais difícil, no entanto o devido acompanhamento médico pode ajudar aliviar os sintomas, melhorando a qualidade de vida e o conforto do paciente.

Quais os tipos de lombalgia?

Existem dois tipos de lombalgia: a aguda e a crônica. A lombalgia aguda é o famoso “mau jeito”, ou seja, é uma dor intensa que aparece de forma súbita, normalmente depois de realizar um esforço físico.

Segundo a Sociedade Nacional de Medicina do Trabalho, entre 65% e 90% da população mundial apresenta a lombalgia aguda em algum momento da sua vida. Porém, esse dado não é motivo de preocupação, já que a grande maioria dos casos se recupera por completo em poucas semanas e de forma espontânea.

Há, por outro lado, uma pequena parcela dessa população que desenvolve a lombalgia crônica. Nesse caso, a dor não é tão aguda, no entanto é permanente. Por isso, para aliviar os sintomas, o acompanhamento médico é indispensável.

Outros sintomas da lombalgia

Como já dissemos, a principal característica da lombalgia é a dor na região mais baixa da coluna, que pode se irradiar para as coxas e glúteos. Porém, existem outros sintomas que são bastante comuns, como:

  • contrações musculares;
  • limitação de movimento dos quadris e da pelve;
  • incômodo para caminhar;
  • sensação de estar com as costas travadas;
  • rigidez matinal.

Além de serem bastante desconfortáveis, os sintomas da lombalgia podem afetar a qualidade de vida e a realização de algumas atividades específicas. Não é por acaso que a dor lombar é apontada pelo Ministério da Saúde como a maior causa de afastamento do trabalho. Ao todo, são cerca de 100 mil casos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

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É importante ressaltar que, no caso da lombalgia aguda, esses sintomas duram poucos dias ou semanas, enquanto no caso da lombalgia crônica, eles são permanentes e, por isso, mais preocupantes.

Por apresentar tantas limitações ao paciente, esse problema pode ter impactos sociais, pessoais, ocupacionais e até mesmo econômicos – contribuindo, ainda, para o aparecimento da ansiedade, insônia e depressão.

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O autocuidado é a melhor forma de prevenir

Como você já percebeu, os grandes causadores da lombalgia são os hábitos errados realizados no dia a dia. Isso significa que se você prestar atenção em si e desenvolver o autocuidado, as chances de evitar as temidas dores na lombar são bem grandes.

Se alimentar bem e realizar exercícios físicos regularmente são as melhores formas de evitar o sobrepeso e, portanto, a lombalgia. Porém, se for fazer academia, é importante estar atento às orientações do instrutor, pois realizar movimentos de forma errada ou levantar peso em excesso pode ter efeito contrário, ou seja, pode contribuir para o aparecimento da dor.  

Para quem passa muitas horas estudando ou trabalhando sentado, a dica é ficar atento à ergonomia e à postura. O recomendado é manter a coluna reta e totalmente apoiada no encosto do assento. Outra dica é levantar-se a cada 50 minutos para se alongar e aliviar a pressão mecânica dos discos intervertebrais.

Também é recomendado:

  • não utilizar colchões muito moles nem muito duros;
  • não dormir de bruços;
  • evitar saltos muito altos no dia a dia;
  • carregar mochilas pesadas com as alças apoiadas nos dois ombros;
  • tomar cuidado ao carregar peso e evitar a sobrecarga;
  • ao se abaixar, dobrar os joelhos e não a coluna;
  • adotar uma boa postura em qualquer situação;
  • realizar atividades físicas somente com a orientação de um profissional.

Tratamentos indicados

De forma geral, os casos de lombalgia aguda melhoram sozinhos com o passar do tempo. Ainda assim, é possível recorrer a alguns tipos de tratamentos a fim de aliviar a dor, melhorar a habilidade funcional e, principalmente, evitar que o problema se torne recorrente e crônico. Para isso, é recomendado fazer o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos e corticoides.

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O repouso também é muito importante para a recuperação. Além disso, a fisioterapia, acupuntura, massagem terapêutica, RPG e quiropraxia são ótimas alternativas de tratamento, desde que sejam autorizadas por um médico.

A realização de cirurgias não é tão comum, porém, pode ser indicada para casos de lombalgia que não apresentam melhoras com as demais opções de tratamento e principalmente para pacientes que têm as habilidades funcionais comprometidas.

1. Maher C, Underwood M, Buchbinder R. Non-specific low back pain. The Lancet. 2017;389(10070):736-747. doi:10.1016/s0140-6736(16)30970-9

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