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Hebiatra: o médico para os adolescentes

Autor(a): Flávia Antunes

Revisado:

O hebiatra é o médico especializado em adolescentes. Assim como os pediatras têm maior foco em crianças e os geriatras cuidam da saúde de pessoas em idade avançada, o profissional do campo da hebiatria é responsável pelo atendimento particular na fase da adolescência.  

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os adolescentes são todos aqueles entre a faixa etária de 10 e 20 anos incompletos. Por outro lado, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), indica que a classificação é válida para a população entre 12 e 18 anos. Neste sentido, a Medicina do Adolescente, como também é conhecido o campo da hebiatria, costuma atender pacientes a partir dos 10 anos de idade. 

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Mas por que um médico só para adolescentes? 

A adolescência é um período de transição entre a infância e a vida adulta que merece atenção especial. Neste momento, o jovem vivencia a maturação biológica, com uma série de transformações físicas e hormonais, além de conflitos e descobertas no campo psicológico. 

A fase é marcada por contradições entre desejos e responsabilidades, pela descoberta da sexualidade e por movimentos que variam entre a manutenção de uma tutela familiar e a contestação dos antigos padrões. Todas essas novas experiências farão com que o adolescente construa gradativamente sua identidade, entendendo melhor seus gostos e preferências. 

Sendo assim, o hebiatra se constitui como um médico preparado para lidar com temas como puberdade, desenvolvimento físico e sexual, questões relacionadas ao uso de drogas, etc. O especialista atua na prevenção e tratamento de doenças – inclusive as sexualmente transmissíveis (DST’s) – nos cuidados psicossociais e na manutenção da autoestima e de uma vida saudável de seu paciente. 

Como funciona a consulta? 

Na primeira consulta com o hebiatra, o jovem geralmente vai acompanhado de sua mãe, pai ou responsável para que o médico explique à família como ocorrerão as demais sessões. Em seguida, o paciente costuma ser atendido sozinho, para que tenha maior privacidade para expor suas queixas, sejam elas relacionadas a preocupações com corpo e estatura, com alterações menstruais, com temores relacionados a amizades e à aceitação social, dentre outros. 

Vale lembrar que, embora os pais possam participar das consultas, o foco está sempre no adolescente, que tem direito ao sigilo e à confidencialidade previstos pelo Código de Ética Médica. 

Caso algum problema específico extrapole a atuação do médico hebiatra, ele pode encaminhar o seu paciente para especialistas em outras áreas, como psicólogo, psiquiatra, ginecologista, urologista, dentre outros. 


Fontes consultadas:
[1] Psychotherapy and Psychosomatics

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