Dor no quadril em mulheres: conheça as principais causas

Revisão clínica: Dr. Mauro Choi

Revisado:

Você sabia que existem doenças que são menos comuns entre os homens? É isso mesmo! Algumas condições causam muito mais dor no quadril em mulheres, por exemplo.

A seguir, você vai conferir quais enfermidades são essas e também descobrir alguns motivos que tornam as pessoas do sexo feminino mais suscetíveis a esse tipo de problema.

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Mas, antes de mais nada, é importante esclarecer exatamente o que é e para o que serve o quadril.

Qual a função do quadril, afinal?  

O quadril é uma das articulações mais importantes do corpo humano. Ele tem a função de sustentar toda a coluna vertebral, bem como fazer a conexão com os membros inferiores, contribuindo, assim, para a sua mobilidade.

Para realizar a sua função, essa estrutura conta com diversos ligamentos, ossos e músculos. Além disso, ela também possui um tecido cartilaginoso, que possibilita que a articulação realize alguns tipos de movimentos (ainda que de modo limitado), ao mesmo tempo que evita o desgaste entre os ossos.

Assim como as demais estruturas localizadas nessa região do corpo humano, a cartilagem pode ser lesionada ou acometida por alguns tipos de doenças, quando isso acontece, é comum sentir diversos tipos de sintomas, como a dor no quadril.  

Principais causas das dores no quadril

As dores no quadril podem estar associadas aos mais diversos tipos de problemas, desde fraturas e luxações até doenças causadas por esforço repetitivo, desgaste, prática de atividades físicas de impacto, dentre vários outros motivos.

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É importante destacar, no entanto, que nem todo tipo de dor no quadril é grave ou sinônimo de um quadro sério. Porém, quando o sintoma é forte, dura mais de 15 dias ou não apresenta melhoras após períodos de repouso ou do uso de analgésicos, é importante ter atenção e procurar um especialista para uma avaliação.

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Nesses casos, em que o médico identifica uma condição responsável pela dor no quadril, os diagnósticos mais comuns costumam ser:

  • inflamação nos tendões (tendinite);
  • inflamação trocantérica (bursite);
  • compressão do nervo ciático (hérnia);
  • artrite (inflamação da articulação);
  • artrose (desgaste da cartilagem);
  • osteonecrose (falta de irrigação sanguínea entre o quadril e o fêmur);
  • síndrome do ressalto do quadril (estalido sonoro e sensação de que o quadril saiu do lugar).

Dor no quadril em mulheres

Agora que você já sabe que a dor no quadril pode ser causada por diferentes motivos e que muitos deles acometem principalmente as pessoas do sexo feminino, conheça quais são os grandes responsáveis pela dor no quadril em mulheres.

Artrose

A artrose nada mais do que é o desgaste da cartilagem que reveste as articulações – embora não sejam todas que apresentam esse tipo de problema. Ela atinge, principalmente, os joelhos, as mãos, a coluna e os quadris.

De acordo com os dados divulgados pela Revista Brasileira de Reumatologia, 50 milhões de pessoas sofrem com a artrose nos Estados Unidos. No Brasil, o número é menor, mas não menos alarmante: ao todo, são mais de 15 milhões de pacientes com esse problema nas articulações, segundo o Ministério da Saúde.

Quando ocorre no quadril, a artrose causa formigamento nas pernas e a sensação de que há areia na articulação, além de dor localizada ou que pode irradiar até o joelho. A origem desse problema pode estar relacionada a fatores genéticos ou a traumatismos frequentes.

Outro fator que está ligado à artrose é o avanço da idade. Aliás, é justamente por isso que esse problema é mais comum entre as mulheres, pois, com a menopausa, o organismo passa a produzir menos estrógeno, um hormônio importante para a manutenção da estrutura da cartilagem articular.

Além disso, há outros fatores biomecânicos e anatômicos que tornam as mulheres mais suscetíveis à artrose, sem falar que é cientificamente comprovado que pessoas do sexo feminino têm uma quantidade menor de cartilagem do que pessoas do sexo masculino.

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Bursite trocantérica

A bursa é um tipo de bolsa que pode ser encontrada em algumas articulações do corpo, como o ombro, o tornozelo e o quadril. Seu interior é repleto de um líquido chamado sinóvia, que tem o objetivo de evitar o atrito entre os tendões, os músculos e os ossos. Algumas condições podem causar uma inflamação nessa estrutura, problema que recebe o nome de bursite.

Dentro do quadril existe uma bursa que oferece proteção para o músculo lateral da coxa e o ponto mais proeminente do osso do fêmur, chamado de trocânter maior. Quando essa bursa sofre uma inflamação, temos a chamada bursite trocantérica.

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Os sintomas causados por essa doença são sensibilidade e dor na lateral da coxa, que pode irradiar para a virilha. É comum que o paciente tenha dificuldade para dormir sobre essa região afetada, o que faz com a bursite trocantérica também afete diretamente a qualidade do sono.

A inflamação da bursa trocantérica está associada, principalmente, ao avanço da idade, porém há outros fatores que podem contribuir para o aparecimento desse problema, mesmo em pessoas mais jovens, como traumas, cirurgias e a permanência na mesma posição por longos períodos ao longo do dia.

Além disso, atividades físicas com sobrecarga e alguns problemas de saúde, como gota, fibromialgia, artrite reumatoide, psoríase e patologias na tireoide também podem estar associadas à inflamação da bursa do quadril.

No caso da prevalência da doença em mulheres –  que, segundo alguns estudos, é duas vezes maior do que nos homens –, as justificativas são tanto o formato do quadril, que costuma ser mais largo em pessoas do sexo feminino, quanto a menopausa, já que as alterações hormonais afetam a lubrificação das bursas.

Síndrome do impacto femoroacetabular

A síndrome do impacto femoroacetabular acontece quando existe um contato anormal entre a cabeça do fêmur e o encaixe da articulação do quadril, que recebe o nome de acetábulo. Esse contato anormal ocorre, justamente, devido a uma deformidade em uma dessas estruturas (fêmur e acetábulo) ou em ambas, ocasionando o desgaste da cartilagem e, portanto, podendo causar ainda a artrose no quadril.

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Normalmente, esse problema inicia-se ainda na infância, devido ao fato de se tratar de uma deformidade óssea, porém alguns fatores podem estar relacionados ao agravamento da síndrome, como a realização de movimentos repetitivos e questões genéticas que favoreçam o desgaste da cartilagem.

E por falar em movimentos repetitivos, é importante destacar que a prática de algumas atividades físicas que exigem a flexão ou a rotação constante do quadril também podem agravar o problema, é o caso, por exemplo, da ioga, do ballet, corrida, golfe, artes maciais, entre outras.

Os sintomas da síndrome do impacto femoroacetabular incluem dor na virilha, glúteos e na lateral da coxa e dificuldade para alongar e cruzar a perna, assim como para levantar e agachar. Além disso, esse problema pode ocasionar tendinite na parte anterior da coxa e bursite no quadril.

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Quando investigar a dor no quadril

Justamente por ser mais comum entre esse público, a dor no quadril em mulheres deve sempre ser investigada. Mesmo porque, na maioria dos casos, quanto mais cedo o problema é diagnosticado, maiores são as chances de os sintomas serem tratados de forma conservadora.

1. Coimbra IB, Pastor EH, Greve JMD, et al. Osteoartrite (artrose): tratamento. Revista Brasileira de Reumatologia. 2004;44:450-453. https://www.scielo.br/j/rbr/a/F39LTRWZ985dPVQTpYPcvfJ/?lang=pt

2. Schwartsmann CR, Loss F, de Freitas Spinelli L, et al. Association between trochanteric bursitis, osteoarthrosis and total hip arthroplasty. Revista Brasileira de Ortopedia (English Edition). 2014;49(3):267-270. doi:10.1016/j.rboe.2014.04.009

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