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Doença de Kikuchi: o que é, sintomas e tratamento

Revisão clínica: Dr. Fernando Pereira

Revisado:

A doença de Kikuchi, também chamada de Kikuchi-Fujimoto é uma condição rara caracterizada por necrose de linfonodos cervicais e frequentemente associada à febre. Portanto é uma doença não cancerosa dos gânglios do pescoço.

Em 1972 o Dr. Kikuchi descreveu a doença pela primeira vez.

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Embora a origem da doença de Kikuchi seja desconhecida, acredita-se que infecção por vírus seja a causa. Assim, os agentes infecciosos suspeitos são: vírus Epstein-Barr, herpesvírus humano 6, herpesvírus humano 8, HIV, parvovírus B19, paramyxovírus e vírus parainfluenza.

Apesar de ter sido descrita pela primeira vez em mulheres jovens, a doença de Kikuchi afeta tanto homens como mulheres. A maioria dos pacientes tem menos de 40 anos.

Sintomas da doença de Kikuchi

Febre e aumento dos gânglios cervicais (nódulos no pescoço) são os sintomas mais comuns da doença de Kikuchi. De fato, a febre costuma ser baixa e não durar mais que uma semana. Além disso, outros sintomas da doença são: bolhas na pele, dor nas juntas (artrite) e fraqueza muscular.

Os nódulos no pescoço são pequenos, firmes e móveis. Geralmente a pessoa percebe os nódulos quando eles incham e ficam doloridos.

As erupções na pele costumam ser breves e por vezes pode coçar. Mas se elas surgirem no rosto, na região malar, deve-se suspeitar de lúpus eritematoso sistêmico.

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Geralmente os sintomas costumam ser os mesmos tanto para crianças como para adultos.

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Diagnóstico

Biópsia: a biópsia dos gânglios do pescoço faz o diagnóstico da doença. É importante fazer a biópsia porque ela diferencia a moléstia de Kikuchi de várias condições mais graves que ela pode imitar, como por exemplo linfoma, tuberculose ou doença de Kawasaki.

Portanto, é importante fazer a investigação dessa condição para evitar um diagnóstico errado de linfoma. Caso isso aconteça, pode levar a terapias desnecessárias e agressivas.

Tomografia computadorizada: é útil para diferenciar a doença de Kikuchi da tuberculose ganglionar, por exemplo.

Ultrassom: os nódulos vistos no ultrassom apresentam características de malignidade. Além disso, pode ajudar na diferenciação com tuberculose.

Exame de sangue: testes sorológicos ajudam a diferenciar a doença de Kikuchi do lúpus eritematoso sistêmico. Como os vírus podem estar envolvidos na causa da doença, frequentemente também pede exame de sangue para esses vírus.

Tratamento

Ainda não foi definido nenhum tratamento eficaz para a doença de Kikuchi, porém, sinais e sintomas geralmente se resolvem sozinhos dentro de um a quatro meses.

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No entanto, quando os sintomas são graves ou persistentes, os médicos têm usado corticoides para o tratamento.

Algumas pessoas podem ter recaída da doença, para esses casos, há relato de sucesso no tratamento com cloroquina.

1. Perry AM, Choi SM. Kikuchi-Fujimoto Disease: A Review. Archives of Pathology & Laboratory Medicine. 2018;142(11):1341-1346. doi:10.5858/arpa.2018-0219-ra

2. Dorfman RF, Berry GJ. Kikuchi’s histiocytic necrotizing lymphadenitis: an analysis of 108 cases with emphasis on differential diagnosis. Seminars in Diagnostic Pathology. 1988;5(4):329-345. Accessed August 29, 2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3217625/

3. Kucukardali Y, Solmazgul E, Kunter E, Oncul O, Yildirim S, Kaplan M. Kikuchi–Fujimoto Disease: analysis of 244 cases. Clinical Rheumatology. 2007;26(1):50-54. doi:10.1007/s10067-006-0230-5

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