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30 semanas de gestação: sintomas e exames

30 semanas de gestação corresponde ao sétimo mês de gravidez. Nesta fase, o crescimento do bebê é bastante acelerado e por isso é normal que a mulher sinta sua barriga mais pesada e ficando cada vez mais aparente.

Confira algumas das principais mudanças que acontecem com o pequeno e com a gestante e quais exames complementares são indicados para monitorar a saúde da mulher e de seu filho.

Desenvolvimento do bebê

feto com 30 semanas de gestação

O bebê com 30 semanas de gestação tem aproximadamente 40 centímetros de comprimento e pesa em torno de 1 quilo e 700 gramas. Seu cérebro e sistema nervoso estão quase maduros e ele ganha gordura sobre a pele, o que faz com que fique mais redonda e menos quebradiça e também é importante para regular a temperatura corporal, principalmente depois que sair da barriga da mãe.

O principal marco do sétimo mês é o desenvolvimento da sensibilidade ocular. A partir daí, o feto consegue diferenciar claro e escuro e responde aos diferentes estímulos de luz jogados sobre a barriga da mãe.

Além disso, apesar de ainda não ter domínio total sobre suas mãos, o pequeno já consegue segurar o cordão umbilical e puxar os seus cabelos. O único sabor que experimentou por enquanto é o do líquido amniótico, com quem divide espaço durante todos os meses e que chega até 1 litro nesta etapa da gravidez. No entanto, conforme o bebê cresce a quantidade da substância diminui, dando espaço ao seu corpinho.

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Aliás, conforme o espaço no útero vai ficando menor, o bebê se movimenta menos e começa a se direcionar à posição cefálica (ou seja, de cabeça virada para baixo e joelhos dobrados), que é a ideal para o nascimento.

Também é neste período que o feto está com suas unhas quase desenvolvidas. Caso nasça com 30 semanas, ele possui boas chances de sobreviver, mas é considerado muito prematuro. Como os pulmões e sistema imunológico não estão completamente formados, ele pode ter que ficar algum tempo em uma incubadora no hospital até que se desenvolva completamente.

O que acontece com a mãe

Na reta final da gestação, é possível que a mulher comece a sentir os primeiros sinais de que o parto se aproxima. Veja só as principais mudanças físicas e psicológicas e como perceber se a saúde do bebê está de acordo com o esperado.

Mudanças no corpo com 30 semanas de gestação

No sétimo mês, as grávidas ganham entre 1,5 e 2 quilos, em média e é normal que ganhe por volta de 500 gramas por semana. Com o crescimento acentuado da barriga, a mãe pode começar a sentir mais dificuldade para respirar, por conta da pressão no diafragma exercida pelo bebê no útero.

Devido a esta posição do bebê, é possível que a gestante sinta mais vontade de urinar, e sinta desconforto ao acumular muito volume de líquido na bexiga.

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Outra queixa frequente com 30 semanas de gestação é a de insônia. Embora esteja mais cansada e indisposta, pode ser difícil encontrar uma posição agradável para dormir, sem falar da ansiedade que acompanha a proximidade da chegada do bebê. Neste caso, a posição mais indicada para deitar é virada para o lado esquerdo, porque assim não comprime a veia cava e garante uma melhor circulação de sangue e, consequentemente, uma melhor oxigenação do bebê. Outras dicas úteis são utilizar travesseiros em lugares estratégicos (como embaixo da barriga para aliviar o peso e entre as pernas) e continuar praticando exercícios físicos, desde que haja autorização médica para isto e que não sejam feitos perto da hora de dormir.

As dores lombares e pélvicas também podem ficar mais fortes a partir do terceiro trimestre da gravidez e a prisão de ventre pode se agravar, fazendo com que o aparecimento de hemorroidas seja bastante comum. Por conta da pressão sobre os vasos sanguíneos, ainda é possível que varizes na região das pernas se tornem mais frequentes. 

Como a gestante se sente

O processo da gestação é único para cada mulher, então o que uma grávida sente, pode ser que outra não sinta. No entanto, o sentimento que acompanha a maioria ao longo das 30 semanas é o da ansiedade com a chegada do bebê e com a rotina que virá com o novo integrante da família. As sensações neste período podem ser ambivalentes, então é possível que a gestante alterne entre a vontade de encerrar a gravidez e conhecer o filho e a vontade de prolongar o período e adiar as adaptações em sua vida que terão que ser feitas nos próximos meses.

Além disso, as variações de humor também aparecem com mais frequência e, com elas, uma maior sensibilidade. A mulher pode sentir mais tristeza, chorar mais e preferir ficar mais introspectiva. Entretanto, é importante ficar atenta se a sensação se intensificar, comunicando sempre o seu ou sua parceira ou sua rede de apoio e buscar acompanhamento terapêutico caso seja necessário.

Sinais de bem-estar do feto

O ganho de peso conforme o esperado é um sinal positivo. Embora possa sentir menos os movimentos do que antes, notar o bebê se mexendo dentro da barriga – ainda que acompanhado de pequenos tremores – também é um indicativo de seu bem-estar.

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No começo do terceiro trimestre, é possível que a mãe sinta as chamadas contrações de Braxton Hicks ou “contrações de treinamento”. Elas estão geralmente relacionadas com a movimentação do bebê e, ao contrário das que ocorrem no trabalho de parto, não costumam ser dolorosas, são mais esporádicas e duram menos tempo.

Exames complementares com 30 semanas de gestação

Além das consultas de rotina com o médico obstetra, que ajudarão a mãe a acompanhar o ganho de peso, o desenvolvimento do feto (sua posição, batimentos cardíacos, etc.) e se há o risco de nascer antes do previsto, outros exames complementares podem ser indicados pelo especialista.

O ultrassom morfológico é um deles. Realizado entre as 28 e 32 semanas de gestação, ele avalia as partes do corpo do bebê e, caso seja feito com a tecnologia Doppler, consegue avaliar o fluxo sanguíneo e como está o cordão umbilical.

A triagem de estreptococo beta-hemolítico também pode ser feita nesta etapa. A análise laboratorial colhe amostras de secreções da mãe para identificar a existência de uma infecção causada pela bactéria estreptococo do grupo B, que pode ser transmitida para o bebê ao nascimento e causar perigo a sua saúde.

Em situações específicas, em que a mulher possui alguma doença pré-existente, por exemplo, mais exames podem ser necessários, como o perfil biofísico fetal, que avalia os movimentos do bebê em caso de gestações de alto risco e a triagem para infecções sexualmente transmissíveis (se a mãe tiver HIV, sífilis ou outra doença deste tipo). A amniocentese já pode ser realizada desde a 13ª semana para avaliar anormalidades genéticas no feto e o Teste de Coombs pode ser recomendado quando a mãe tiver sangue com fator Rh negativo e o pai positivo.

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Em todo o caso, o ideal é conversar com o seu médico, para que ele avalie o andamento da gestação e te oriente nas consultas pré-natais sobre quais exames devem ser realizados em cada momento.

REVISADO CLINICAMENTE POR DR. FERNANDO PEREIRA
Fontes consultadas:
[1] UpToDate
[2] Mayo Clinic

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Estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, ama escrever sobre saúde e tem interesse especial por psicologia. Colabora com o Fale Saúde na revisão e criação de conteúdo juntamente com a equipe de médicos editores.

Médico - CRM/SP 157.767 | + artigos

Médico formado pela Santa Casa de São Paulo desde 2012, possui mais de 7 anos de experiência. Especialista em anestesiologia pela Santa Casa de S.J. Rio Preto, com Título de Especialista em Anestesiologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) - RQE 65.029.


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